Vale à pena migrar para o Ubuntu? Depende.
Só pra deixar isso bem claro de uma vez por todas: instalar linux não significa apagar o windows do computador. Você pode ter os dois ao mesmo tempo sem problemas. Na verdade a maior parte das pessoas (eu inclusive) faz isso. A única diferença é que o computador vai perguntar qual você quer usar assim que o computador for ligado.
Mas vamulá: depende. Se você usa o computador para navegar na internet, usar office, ouvir mp3, ver filmes e fazer podcasts, pode migrar sem medo. Mesmo. Alguns programas no Linux são bem melhores que os existentes no windows (ex: Pidgin > Live Messenger, Inkscape > Corel Draw, VLC >>>>>>>>>> Windows Media Player, Audacious >>>>>>>>>>>>>>>>>>>>> Winamp/iTunes., Evolution >³²²²¹² Outlook etc.), outros são equivalentes (Openoffice = MS Office, AbiWord = MS Word, Deluge = uTorrent, Firefox = Firefox, Thunderbird = Thunderbird...) e alguns são bem diferentes ou um pouco piores e requerem um perÃodo de adaptação (Gimp vs. Photoshop é o exemplo mais clássico).
Se você for gamer, vai querer ter um windows por perto ainda. Se usar programas multimÃdia pesados (Ableton Live, FL Studio, Reason, Vegas etc.), idem. Agora, se você só precisar usar Photoshop, Flash, programas de webdesign em geral e sistemas bobinhos que só rodem em windows, você pode usar o Wine (não recomendo muito) ou usar o VirtualBox para criar uma máquina virtual rodando Windows dentro do Linux. A vantagem é que vai dar para fazer copy-paste entre windows e linux sem problema, além de passar arquivos de um lado pro outro sem fazer força nenhuma. É a melhor solução.
Outra grande vantagem do Linux em geral (e do Ubuntu em particular) é o gerenciador de pacotes. Como 99% dos programas são abertos e livres, o próprio sistema tem uma ferramenta que busca os programas que você quer instalar, baixa eles de um repositório seguro e instala, já integrando tudo com o sistema. E nada precisa de crack. ;-)
Gnome vs. KDE vs. XFCE (Ubuntu vs. Kubuntu vs. Xubuntu)
Ao contrário de Windows e Mac, o Linux tem mais de um ambiente gráfico. O que isso significa? Basicamente, o visual das janelas e a organização dos menus é diferente, mas você pode usar qualquer programa em qualquer um dos ambientes. No fundo é questão de gosto.
Atualmente existem dois ambientes gráficos principais: Gnome e KDE. O Gnome preza pela simplicidade e facilidade de uso, e o KDE em colocar o máximo de opções para o usuário customizar o ambiente. Isso por um lado é muito bom, mas deixa o ambiente confuso, com trocentas opções, menus intermináveis e vários programas diferentes para fazer exatamente a mesma coisa. Depois de alguma configuração, o KDE fica realmente com a cara do usuário. No meu caso pessoal, ele acabava ficando parecido com o Gnome. :-P
Mesmo assim, vale à pena experimentar os dois e ver o que você prefere. Não custa nada (mesmo, é tudo de graça) e você pode ter quantos ambientes gráficos quiser instalados ao mesmo tempo. Na hora de fazer o login, você seleciona qual prefere usar.
O XFCE é um pouco mais, er, indie. Ele se parece um pouco com o Gnome (é baseado em alguns programas em comum), mas ocupa menos memória e no geral é mais simples. É ótimo para computadores antigos e pode mesmo servir para ressuscitar aquele Pentium 266MMX que está sendo usado para segurar a porta do quarto aberta.
Mais detalhes... http://www.gnome.org/ - http://www.kde.org/ - http://www.xfce.org
Para cada um desses ambientes existe uma versão especÃfica do Ubuntu. Mais detalhes em:
www.ubuntu.com
www.kubuntu.com
www.xubuntu.org
Sempre é bom lembrar que Ubuntu não é o único Linux que existe. Existem várias distros famosas e boas para desktop, como Fedora, Mandriva, PCLinuxOS, Debian, SUSE, Novell etc. Google sabe muito sobre elas e vai achar bem legal se você fizer algumas pesquisas. É a razão de ser dele. Um dia Google se tornará auto-consciente e dominará o mundo, mas essa é outra história.
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